Raimundo Nonato Rodrigues de Araújo, Nascido em 1936, na cidade de Itapecuru-Mirim, numa época que a música era levado a sério e que ainda sua Família respirava a profissão artística em todos os momentos. Aos 12 anos já tocava TUBA, e vindo depois a ser o tecladista da igreja, sem falar no Acordeão, violão e diversos instrumentos de sopro.
Em torno dos seus 20 anos animava as festas do Marista, onde também estudava e se tornou mentor da banda OS COLEGIAIS. Até chegar a maturidade musical com a banda NONATO E SEU CONJUNTO, nome no qual ficou conhecido nosso maestre. Destacou-se em todo o Brasil com suas músicas e seu talento criativo que tornava o ritmo regional em estrela nacional.
Ainda nos anos 60 ele ingressa na Escola Técnica, que depois passou a se chamar CEFET, onde veio se aposentar. No início da década de 90, do século passado, o mesmo ainda chegou a ser meu professor de teoria musical, onde, após, muito incentivo por parte do mestre, aprendi a bater o BONA.
Ressaltando que na mesmo Época, ele ainda tinha o seu estúdio, primeiro do Maranhão, O SONATO. Chegou a dirigir a Escola de Música de São José de Ribamar por muitos e recebendo justa homenagem, não somente nessa cidade, mas sei que em todo Brasil. Porém deixo a sua biografia ser mais bem detalhada pelo Acadêmico “ZÉ PAULO”, MEMBRO DA CADEIRA 16, DA AICLA, CUJO PATRONO É NOSSO HERÓI AQUI EXALTADO.
“DISCURSO DO ACADÊMICO JOSÉ PAULO LOPES SOUSA EM DEFESA DO PATRONO RAIMUNDO NONATO RODRIGUES DE ARAÚJO
Hoje o estrelado firmamento da cultura itapecuruense se descortina novamente, trazendo os luzeiros de uma história marcada por um amor incondicional a arte, especificamente a grande arte da música, se concordarmos com a afirmação de Mozart de que “Para fazer urna obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor.” Ao visitarmos a biografia de Raimundo Nonato. Rodrigues de Araújo, o eterno maestro Nonato, somos conduzidos a uma existência totalmente perpassada por um profundo amor à música e deste sentimento elevado. Nosso homenageado semeou lições, regou talentos e como um vinhateiro que goza da uva o vinho mais saboroso da alegria, desfrutou em seus últimos anos de vida do reconhecimento público de um grande legado cultural.
DO NASCIMENTO AO JAZZ UNIÃO
E foi sob a confluência de forças telúricas que habitam as plagas de Mariana Luz e Gornes de Sousa que em 14 de Fevereiro de 1936 nasceu Raimundo Nonato Rodrigues de Araújo, filho de Patrício Eugênio de Araújo e Dona Marcolina do Sacramento Rodrigues de Araújo, possuindo no espírito as vibrações artísticas de uma família de cultores da música, não poderia ser diferente que o infante Nonato demostrasse desde a mais tenra idade uma inclinação natural para a arte musical, assim sendo sua iniciação transcorreu quando este tinha onze anos de vida, seu pai Patrício Araújo foi seu primeiro professor, professor este que desconhecedor dos caminhos improváveis do destino ignorava que a criança de então seria o possuidor de uma seara fecunda de acordes e melodias.
O grande filósofo grego Aristóteles afirmava que “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição”, dessa dimensão sacralizante da música Nonato retirou suas primeiras experiências públicas tendo como primeiro instrumento a ‘harmônica” foi na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores onde ele iniciou sua trajetória acompanhando o coro nas missas aos domingos. Segundo anotações pessoais que haveriam de constituir um livro não viesse a morte ceifar inesperadamente sua vida, o Maestro Nonato fala sobre seus primeiros anos como músico:
“Com a idade de 11 anos a música despertou em meu sentimento através de urna escola de música de meu próprio pai, com três meses de aula eu já era considerado o melhor aluno de uma turma de 30 alunos e estava ajudando a ensinar seus próprios alunos. Após um ano fui convidado pelo pároco da cidade para acompanhar o coro que cantava na missa das 5 horas da manhã pois na missa das 8 horas da manhã havia um organista oficial e depois de alguns meses assumi a compromisso de participar das duas missas todos os domingos.”
Com essas palavras imortalizadas em seus manuscritos o maestro nos revela a gênese de suas exibições públicas, sendo a música sacra um manancial de aprendizado artístico inegavelmente, estes anos de formação inicial constituíram um itinerário relevante no amadurecimento da arte de Nonato, a relação entre a música e o sagrado no ocidente remonta aos cultos órficos da Grécia antiga, e foi preservada pelo cantochão e o canto gregoriano medieval, segundo o erudito Otto Maria Carpeaux em sua obra o Livro de ouro da história da música “escondem-se nas rendidas do cantochão fragmentos dos hinos cantados nos templos gregos e dos salmos que acompanhavam o culto no Templo de Jerusalém”.
Em consonância com esta sábia ponderação de Carpeaux podemos afirmar que a música Litúrgica católica, mais precisamente o cantochão e o canto gregoriano preservou o mistério do canto do Rei Davi, canto este que segundo a traição dos místicos cristãos é a que mais se aproxima da música celeste, decerto que na ambiência acolhedora da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, Deus sacramentou o dom de um adolescente que descobria o oceano de melodias que brotavam de sua alma, não causa estranhamento que o grande mestre do barroco protestante Johann Sebastian Bach tenha afirmado “Onde ha devotação a música, Deus está sempre por perto com sua presença generosa.”
Todavia não era a música sacra que nosso insigne patrono estava destinado e não tardou para que este enveredasse pelos caminhos da música popular onde haveria de alcançar sua imortalidade artística, os manuscritos de Nonato nos informam sobre essa transição natural.
“Após alguns anos entrei na era da música popular, isto após dedicar-me exclusivamente a música sacra. Aprendi a tocar vários instrumentos de sopro e depois fui convidado a fazer parte do “Jazz União” orquestra que animava as festas da cidade e os festejos da Igreja Matriz.”
A participação do Maestro Nonato no grupo “JAZZ UNIÃO” representou inegavelmente um avanço em sua arte já que o grupo possuía urna ampla agenda de apresentações na cidade e nos municípios circunvizinhos, isso permitiu a Nonato obter uma experiência de trabalho que seria fundamental no futuro quando seria requisitado para apresentar-se com seu conjunto em vários lugares do Brasil, o “JAZZ UNIÃO” representou um dos maiores marcos na história cultural de Itapecuru-Mirim, tanto pela qualidade de sua musicalidade, quanto pela capacidade de agregar em seus quadros alguns dos maiores e mais capacitados músicos que a terra de Mariana Luz já possuiu, da celebre formação do grupo fizeram parte luminares como Joaquim Araújo (Clarineta); Lázaro Ribeiro (Sax-Alto); Zé Saruê (Banjo); Mundico Cardoso (Sax-Alto) dentre outros, depreende-se deste fato que o contato precoce de Nonato com uma brilhante geração de músicos exerceu papel decisivo e fundamental em sua evolução artística.
DO CONVITE DO Prof’ NEWTON NEVES A “OS COLEGIAIS”
A conquista de novos horizontes quase sempre representa a decisão de abandonar o torrão natal, deixar a aconchego familiar, as amizades e as relações telúricas que nos unem ao lugar que nos virar nascer e lançarmo-nos aos mares da vida com a Única certeza de que queremos chegar ao porto seguro da vitória, tendo essa convicção por bússola enfrentarmos tempestade e nevoeiros, porém, quando a determinação e mais forte que as adversidades chegamos a ilha dos sonhos que acalentamos e perseguimos. Essa realidade não indiferente a Nonato que aos vinte anos deixa sua terra e parte para São Luís do Maranhão com as incertezas do jovem e as inseguranças do novo, mas com a desejo de vencer que anima o espírito dos que perseveraram, assim nos diz nosso ilustre homenageado em seus manuscritos.
“Aos vinte anos de idade fui convidado pelo professor Newton Neves para dar continuidade aos meus estudos no Colégio Marista, onde também fui organista nas missas da capela daquele colégio. La fundamos 0 primeiro grupo musical sobre a. batuta do Padre Jocí. Em 1959 fui convidado para participar do grupo ‘Os Colegiais’ que durou por um período de apenas um ano”
NONATO E SEU CONJUNTO
Após essa experiência meteórica com o grupo “Os Colegiais” Nonato tornou-se mais consciente de seu talento e da necessidade de profissionalizar-se fazendo da música seu meio de vida, assim sendo depois de um curto lapso de tempo de cerca de três anos, nosso maestro reaparece na criação do grupo que lhe dana a imortalidade na história da música do Maranhão, a criação do grupo “Nonato e Seu Conjunto” configura um divisor de águas na música maranhense pela qualidade técnica, pelo repertório variado que de forma pioneira abordara temáticas folclóricas, relacionadas a religiosidade de matriz africana, enfim muito antes que o termo maranhensidade fosse forjado, a Maestro Nonato já vivenciava em sua forma Única de fazer música as potencialidade de nossa cultura popular. Ninguém melhor que o próprio idealizador e líder do consagrado grupo para se expressar sobre o assunto:
“Em 15 de Novembro do ano de 1963 foi fundado a grupo musical ‘Nonato e seu conjunto’ nome este sugerido pelo contrabaixista Usmaro. Daí passamos a animar as festas dos clubes de São Luís como o ‘Lítero’; ‘Casino Maranhense’; ‘Jaguarema’; ‘Montese’ e demais clubes de bairro de São Luís e depois passamos a animar as festas do interior do estado”
Vê-se a partir deste depoimento que o grupo ganhou urna rápida projeção na ilha de São Luís e depois se notabilizou em todo o estado do Maranhão por ocasião do desaparecimento de nosso patrono dentre a grande repercussão na imprensa estadual e fora do Maranhão, muitos músicos e agentes culturais se pronunciaram sobre a importância do Maestro Nonato, entretanto um dos depoimentos que melhor sintetizaram o pioneirismo do mestre e de seu célebre conjunto foi o diretor musical da banda Mákina Du Tempo na edição do jornal O Estado do Maranhão de 7 de Setembro de 2010 que ao lamentar a morte de Nonato, assim se expressou “O dia de hoje e de muito pesar. A música fazia parte da vida dele. Eu distingo a música do Maranhão em dois períodos: um antes de ‘Nonato e seu conjunto’ e outro depois”.
Essa dimensão de divisor de águas constitui um reflexo direto da forma inquieta de fazer música, forma que o levou a experimentar sem cair no experimentalismo vazio, sua musicalidade era única e original, podemos dela dizer ser personalíssimas, corno personalíssimas são as obras artísticas de todos as gênios, e nessa forma peculiar de exercer sua ada reside a dificuldade de classificar sua música que transita entre a black music, lambada, soul, música regional e outros estilos que se associam em um hibridismo rítmico que envolve e encanta aqueles que se deixam navegar pelas ondas de canções agradáveis que nos convidam a cantar, dançar e refletir.
Como não poderia deixar de acontecer o imenso sucesso do grupo “Nonato e seu conjunto” conduziu o mesmo aos estúdios para a gravação de seu primeiro LP em julho de 1974, assim se manifesta Nonato em seus manuscritos:
“Em julho do ano de 1974 conseguimos gravar nosso 1º LP, através do meu amigo Cláudio Fontana, com o apoio do prefeito da época Haroldo Tavares, José Elias Azevedo, Lopes Bogéa e demais amigos que acreditaram no grupo e compraram discos por antecipação para que pudéssemos chegar até São Paulo. Depois demos continuidade nos trabalhos da gravação. Fizemos 2 discos pela ‘Copacabana’ e 3 pela ‘RCA’, onde fizemos muito sucesso, principalmente no Piauí, onde o conjunto era mais solicitado”
Os escritos deixados pelo saudoso Maestro a que tivemos acesso por iniciativa de seu filho Emídio Eugênio Motta Andrade se encerram com o trecho acima citado, entretanto as peculiaridades do sucesso vivenciado pelo grupo são conhecidas de todos que se dedicam ao estudo da história da música popular maranhense no século XX.
O sucesso obtido pelo grupo “Nonato e seu Conjunto” só foi superado muitos anos depois pelo grupo Tribo de Jah, “Nonato e seu Conjunto” obteve a vendagem de 220 mil cópias de seus 5 LPs, o grupo extinguiu-se definitivamente no ano de 1984, por razões que o próprio maestro evitava comentar, sempre que questionado dos motivos que levaram a extinção do grupo ele preferia não se pronunciar.
Dedicado aos estudos e inquieto no desbravamento de novas horizontes no universo da música Nonato aproveitou a período de sucesso do grupo para aprofundar seus conhecimentos, concluindo na banda de fuzileiros navais do Rio de Janeiro o curso de regência musical, onde trabalhou com o maestro João Carlos pai da cantara Alcione Nazaré.
PRODUTOR MUSICAL E INCENTIVADOR DE TALENTOS
Quando o grupo “Nonato e seu conjunto” desapareceu em 1984, a Maestro Nonato inicia um novo período em sua trajetória profissional tão relevante quanta o anterior, a estruturação do primeiro estúdio de gravação do Maranhão responsável pela revelação de grandes nomes da música maranhense.
Nonato foi um grande incentivador de talentos dentre os muitos que receberam seu incentivo e com ele gravaram então as seguintes: Tdeu de Obatalá, Rosa Reis, Tribo de Jah, Geovane Papine, Raynon Junior, Banda Tropical, César Nascimento, Alberta Sampaio, Boi Barrica, Gabriel Melônio, dentre muitos outras. A consolidação do estúdio “SONATO DISCOS” constituiu um reflexo direto do prestígio de que: a Maestro Nonato gozava no universo musical maranhense, considerado um mestre no mais nobre e dignificante sentido que este vocábulo traduz, teve em vida a respeito que poucas artistas conseguem obter pelos méritos da qualidade de seu trabalha.
A ARTE EDUCAÇÃO E AS HOMENAGENS
Um dos aspectos mais relevantes do legado cultural do Maestro Nonato foi seu papel coma arte-educador em uma época na qual este conceito inexistia ou não era difundido como vemos atualmente, como professor de música e maestro no Centro Federal de Educação e Tecnologia (CEFET-MA) atualmente Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMA-MA).
Dezenas de músicos profissionais que compõem a cenário atual da cultura maranhense foram discípulos de nosso homenageado, receberam dele suas primeiras lições, seus primeiros rudimentos e sábios ensinamentos da arte musical.
No transcurso de seus Últimos anos de vida a Maestro Nonato recebeu diversas homenagens dignificantes em reconhecimento aos relevantíssimos serviços prestadas a cultura do estado do Maranhão, as matérias jornalísticas que compõem em o acervo de referências ao seu trabalho e ampla na imprensa estadual ou fora do estado, dentre as muitas manifestações de reconheci mérito podemos ressaltar o Prêmio Universidade FM de 2009; condecoração com a medalha do mérito Timbira; título de cidadão de São Luís, em Maio de 2008 torna-se o primeiro diretor da recém criada Escola Municipal de Música do município de São José de Ribamar que em Novembro de 2010 portanto cerca de dois meses após sua morte tem seu nome modificado para Escola Municipal de Música Maestro Nonato.
O DESAPARECIMENTO DE LIMA ESTRELA
A tarde de 6 de setembro de 2010 constituiu uma data de entretecimento profundo para os cenários culturais maranhenses, particularmente a Itapecuru-Mirim representou o entenebreci mento do brilho fulgurante de uma estrela de raro esplendor cuja luz orgulha a todos aqueles que se devotam ao cultivo da arte.
Não resistindo a um edema agudo de pulmão que o levou a urna insuficiência respiratória durante exame de rotina realizado no Hospital Prócárdio em São Luís, morre o Maestro Nonato aos 74 anos, não respondendo aos procedimentos de reanimação por possuir sérios problemas cardíacos.
Segundo matéria publicada no jornal O Estado do Maranhão, um dia após seu falecimento Maestro Raimundo Nonato Rodrigues de Araújo “era casado com Tereza Mendes e deixou seis filhos Fabiano, do segundo casamento e Emídio Eugenio; Marcelo Henrique; Ana Tereza; Ana Paula e Fernando Henrique do primeiro casamento”.
Resta-nos fazermos uma reflexão sobre o porvir de um homem que dedicara toda urna, existência ao aperfeiçoamento de um dom recebido diretamente das mãos de Deus. Resta-nos deixarmo-nos embalar nas asas das coisas sublimes para pensarmos onde está estrela foi brilhar e é no início de sua trajetória existencial de cultor da música que vamos encontrar indicações que nos indicam o caminho, afinal não foi louvando aquele que é digno de toda honra, Glória e louvor que nosso maestro iniciou seus passos na arte de Orpheu?
Portanto não é difícil declararmos sem medo de errar que o Maestro Nonato está regendo um coral de anjos que incessantemente enaltecem o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, imaginemos com os olhos da sensibilidade poética nosso maestro em seu piano improvisando canções de júbilo em um coral regido por Bach.
É lá que nosso ilustre homenageado está fazendo o que sempre fez: Música. E não é difícil vê-lo ao lado de Mozart, Tom Jobim, Beethoven e o Pixinguinha de quem tanto gostava, ele que foi um gênio permanecerá pela eternidade ao lado dos gênios e a imortalidade de que goza além túmulo haverá de gozar em seu torrão natal, torrão que tanto amou e por tantas vezes provou seu amor como foi quando da criação da Escola de Música Joaquim Araújo, que inexistiria sem seu esforço denodado, e a imortalidade a que faço referência e o patronato da cadeira número 16, com esse ato tardio porém digno Itapecuru-Mirim presta a reverência que deveria ter prestado em vida ao seu ilustre filho.
Neste rincão agraciado pelas musas onde o rio da música como um rio fecundo a correr para o oceano sempre trouxe em sua orbita urna constelação de talentos, a biografia de Raimundo Nonato Rodrigues de Araújo simboliza um referencial para os jovens e as crianças, o referencial de alguém que devotou seu existir a arte e perseguiu seus sonhos com afinco, bravura e ousadia. Maestro Nonato, orgulho de sua terra! Gloria de seu povo! Exemplo a ser seguido e urna vida a ser sempre lembrada.
Muito obrigado.”
Infelizmente, nosso maestro não está mais entre nós, o mesmo expirou em 6 de setembro de 2010, aos 74 anos, por conta de um Edema Pulmonar. Deixou 7 filhos e 8 netos, naquela data. Seu corpo foi enterrado no Cemitério do Vinhais em São Luís, em 7 de setembro do mesmo ano.
Júnior Lopes
Escola de Arte
Maestro Nonato
No balanço jovem de
Nonato e seu conjunto
No balanço jovem de
Nonato e seu conjunto
O som e o balanço de Nonato
Nonato e o seu Conjunto
Som e Balanço
NONATO
e seu Conjunto