No dia 28 de Setembro de 1954, no povoado Moreira, na cidade de Itapecuru-Mirim, nasce o menino: JOSÉ PAULO LOPES SOUSA, filho de SEBASTIÃO SOUSA, e de dona TEREZINHA LOPES SOUSA (Moreira, 12/02/1928).
Em sua árvore genealógica, pude perceber que o mesmo é sobrinho materno de JÚLIA MOREIRA DOS SANTOS (Dona Mocinha) e de ELIAS MOREIRA SANTOS (Seu Neco do Moreira), todos nascidos no Moreira e descentes diretos de Herdeiros de ANTÔNIO LOPES DA CUNHA. O que é uma prova incontestável que o mesmo também é um dos Descendentes do povo originário da FAZENDA CANTANHEDE. Um fato a ser registrado é que Seu Neco, tio de nosso acadêmico, era afilhado de FELICIANO CARLOS DA COSTA LOPES, o Barão e Líder do reconhecimento da liberdade que os LOPES já possuíam no século XX, porém ainda muito discriminada. Seu Neco chegou a morar na casa do Barão, e sempre fazia préstimos de zelo ao lavar o
seu CAVALO ALAZÃO.
O nome mais antigo de sua ascendência, que encontrei foi de dona MARIA EUGÊNIA LOPES, a mesma viveu em meados do século XX, e era mãe de TERESA DE JESUS LOPES, casada com JOSÉ MATIAS LOPES, pais de IZABEL MOREIRA LOPES, que foi casada com o potiguar de pele branca BENEDITO RODRIGUES DO
NASCIMENTO, tangedor de boi, que chega ao Maranhão a trabalho, e ambos, por sua vez, tornam-se os pais de TEREZINHA LOPES SOUSA, que junto com SEBASTIÃO SOUSA, trazem essa dádiva ao mundo, o grande Zé Paulo.
Quero também deixar registrado que SEBASTIÃO SOUSA era filho do casal SEBASTIANA GUILHERMINA DE SOUSA e de BERNADINO VENCESLAU SOUSA. Em 30 de Dezembro de 1977, conclui o curso de Técnico em Contabilidade, no Colégio Leonel amorim, e em 31 de Dezembro de 1979, conclui o 1º grau na UNIDADE BANDEIRANTE DE ITAPECURU-MIRIM, nessa época com grande honra exercia a diretoria dessa escola o Sr. RAIMUNDO NONATO LOPES.
Na década de 80, do século XX, ele explode em todo o nordeste com a BANDA CICLONE. Esta história, em particular abordaremos em um outro momento devido à quantidade de informações coletadas.
Em 27 de março de 1987, Zé Paulo casa com LIZIANE MARTINS RABÊLO (30/10/1958 – professora) filha de Agostinho José Rabêlo e de Maria Martins Rabêlo, foram testemunhas: José Carlos Gomes Rodrigues, Risalva Oliveira Saraiva Rodrigues, Antônio Alves Barbosa e Raimundo Carlos Bezerra Sousa. Nesta época Zé Paulo já era funcionário público estadual e seu pai já havia falecido. O casamento foi celebrado no Cartório do Registro Civil, com a Escrivã histórica de nossa cidade: GRACIETE DE JESUS CASSAS E SILVA.
Nosso herói, com todo seu carisma que desenvolveu por vários anos, conseguiu êxito na vida política, no esporte e na cultura de nossa cidade. Um verdadeiro Baluarte que lutou em prol do desenvolvimento Artístico de muitos de seus admiradores. É um verdadeiro exemplo que até hoje continua dando a sua contribuição como homem público e como ser humano maravilhoso e amado que é.
Revendo os arquivos da Câmara Municipal de Itapecuru-Mirim (MA), constatei que o sr. José Paulo Lopes Sousa, exerceu o cargo de vereador, nesta municipalidade, nas legislaturas de 01/02/1977 a 31/12/1982 e de 01/02/1983 a 31/12/1988, chegando a ser presidente da câmara (1987-1988) e, que com maestria, deixou o seu legado em nosso legislativo.
Paralelamente a toda essa capacidade de liderar e de fazer cultura, ele ainda tem forças pra se tornar o homem da bola. E, em toda a sua carreira, esteve sempre ligado ao Esporte Itapecuruense. Em sua ascensão na década de 90, ele deixa um compêndio fotográfico histórico importante:
Em pleno século XXI, nosso Zé Paulo, defensor da cultura maranhense e acadêmico patroneado por Nonato Araújo, conhecido em vida, por NONATO E SEU CONJUNTO, guarda com todo o carinho do mundo, documentos originais desse grande maestro Nonato, e não só dele, mas de muitos de guerreiros itapecuruenses.
ZÉ PAULO, o homem que não se rende, continua na luta do dia a dia, tendo um pequeno Boteco, na rua Mariana Luz, esquina com a rua José Paulo Bogéa. Onde encontramos uma coleção de músicas itapecuruenses e maranhenses de um modo geral, além de toda relíquia de LPs que adornam suas simplórias paredes culturais. Ali é o ponto de encontro de empresários, artistas e pessoas humildes que querem tem uma conversa e uma boa música.
Júnior Lopes