Por João Batista Pereira dos Santos
Tu que lavas, velha guerreira
Alegre, cantando, púrpura fina
Subindo e descendo ias tu na ladeira
Samaritana, cândida, és linda
Cores! Que cor era teu quintal
Artista, exposição, que beleza
Enfeitas inesquecível varal
E como deusa era tua leveza
Tuas mãos meigas, suaves e perfeitas
De magia invejável, era sim
Qual a fonte, me diz, que rejeita
O magistral perfume das roupas, jasmim
Vivas, prêmio nobel, que lição
Heroína imortal, filha da emoção
Quem aquele que não se curva ao teu trono?
Tua arte é uma fonte, que brancura
Que moldará teu descanso, flores puras
E não te legou, ó lavadeira, te amo.