Por Astor Cruz Serra
Papai Noel, eu sonho que você,
Gosta de dar presentes de crianças,
Pois bem: eu quero que você de me dê,
Um brinquedo de sonhos e esperanças.
Você não sabe o que é ser triste … eu penso,
E talvez não me engane… nunca viu,
A deusa amada lhe agita um lenço…
O seu sonho de amor nunca fugiu.
Mesmo de barbas níveas, dentro embora,
De um infinito outono – o coração,
Que você tem nunca chorou, nem chora,
E jamais lamentou a solidão.
Eu não: mesmo que em linda primavera,
Tenho a alma toda intensa, mesmo assim
Sou mártir de uma dor que me lacera,
De uma saudade que não tem mais fim.
Você sabe que sinto: Você vê!
Papai Noel, assim como as crianças,
Quero um presente quero que dê,
Um brinquedo de sonho e esperança