Apolinário da Silva Fonseca nasceu em Itapecuru Mirim em 23 de julho de 1899. Filho de Clementino Antônio de Fonseca e Alexandrina Ferreira Fonseca.
Foi aluno do maestro Sebastião Pinto na Escola de Música (1908/1922), especializando-se em instrumentos de sopro. Com o espírito patriótico exacerbado filiou-se por ocasião da I Guerra Mundial, no Congresso da Mocidade Maranhense, filiado ao Congresso Nacional, enviando uma moção assinada por 74 jovens itapecuruenses, à comissão Maranhense através do advogado e jornalista Antônio Bona, que confirmava a disposição de combater na guerra, em defesa dos sagrados direitos da sociedade e da civilização brasileira, dispostos a qualquer sacrifício pelo bem da Pátria. Constavam na lista nomes como: João Rodrigues, Francisco Sitaro, Hercílio Lago, Eudâmidas Sitaro, Basílio Simão e Miguel Ahid Jorge. (Pacotilha, 17.11.1917).
Em outubro de 1918, com apenas 19 anos, foi nomeado pelo Governo do Estado do Maranhão, suplente de juiz de Direito (Pacotilha, 23.10.1918).
Teve uma atuação relevante em Itapecuru Mirim, participando ativamente dos eventos sociais, como músico da Banda Despertadora, criada pelo mestre Sebastião Pinto; depois que este se mudou para Codó a Banda ficou sendo regida por Feliciano Lopes. (Vr. Sebastião Pinto). Também foi exímio ourives, ofício que aprendeu com o seu genitor.
Em 1927 ingressou no 24º Batalhão de Caçadores, pelas mãos do desembargador Raimundo Públio Bandeira de Melo, para integrar a banda de música da corporação.
Foi morar em São Luís (MA), na Rua do Mocambo. A sua residência estava sempre de portas abertas aos conterrâneos que se deslocavam para a capital a negócios ou tratamento médico.
Como sargento-músico no Exército Brasileiro, teve conduta exemplar, permaneceu no serviço ativo durante 22 anos, tendo servido no Rio de Janeiro, Fortaleza e São Luís. Participou da expedição de São Paulo em 1932, por ocasião da Revolução Constitucionalista e foi condecorado pelo Ministério da Guerra em 6 de março de 1947 e também agraciado com a Medalha de Guerra por ter cooperado no esforço de guerra do Brasil durante a 2ª Guerra Mundial.
Casado com Dona Raimunda Nonata Nascimento Fonseca, com quem teve uma filha Maria Nascimento Espírito Santo Fonseca.
Em 7 de dezembro de 2011, por ocasião da fundação da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes – AICLA, foi indicado para patronear a cadeira nº 3. O ilustre itapecuruense faleceu em 8 de dezembro de 1977.