Raimundo Nonato Coelho Neto

Cadeira 04

Raimundo Nonato Coelho Neto

O jornalista Raimundo Nonato Coelho Neto itapecuruense, filho de Osman dos Santos Coelho e Maria Mota Coelho nasceu em 16 de dezembro de 1953. Coelho Neto ou “Coelhão”, como lhe chamavam, foi um dos grandes nomes da imprensa maranhense.

O pai de Coelho Neto, Osman (Osanan), marcou presença em Itapecuru Mirim como próspero comerciante, dando continuidade aos negócios do ramo farmacêutico, da família: os farmacêuticos: Mundico Coelho, avô e Rufino Coelho, bisavô. Eram proprietários da conceituada Farmácia São José, na Rua do Sol, que ainda hoje, permanece de portas abertas.

Os primeiros estudos de Coelho Neto foram realizados na cidade em que nasceu. Para dar continuidade aos mesmos, mudou-se para São Luís em companhia dos irmãos.

Na Capital, após o ensino médio se submeteu ao exame de habilitação para ingressar no ensino superior.

O Jornalista Coelho Neto

No início da década de 70, formou-se em jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão, profissão que iria abraçar ao longo da vida, no exercício da qual se destacou pelo brilhantismo e pela impetuosidade.

Iniciou sua carreira profissional no jornal O Imparcial, no começo dos anos 70, como repórter. Em seguida transferiu-se para a TV Ribamar, onde atuou no telejornalismo. Depois, foi contratado pela Rádio e TV Mirante, sempre na função de redator, após o que foi convidado para assumir o cargo de secretário de redação do jornal O Estado do Maranhão, onde pontificou como jornalista dotado de texto leve e preciso.

Mudou-se para TV Difusora o início dos anos 90, sendo indicado para dirigir o setor de telejornalismo. Graças ao seu talento e criatividade, tornou-se produtor e apresentador do programa Bom Dia Maranhão e Aqui Agora. Foi uma época em que o telejornalismo da Difusora apresentou os maiores índices de audiência em todo o Estado. Também dirigiu e apresentou o programa semanal, “Bom Dia Negócios”, com o jornalista Raimundo Martins.

No final dos anos 80, resolveu fazer concurso para professor da Universidade Federal do Maranhão, para o curso de Comunicação Social, conquistou bom conceito pela maneira como se relacionava com o corpo discente, ao qual transferia conhecimentos e experiência acumulada na sua jornada de trabalho nos diversos jornais e emissoras de rádio e televisão de São Luís.

Como profissional da imprensa, notabilizou-se na coordenação do Congresso de Jornalistas e Radialistas do Maranhão, realizado anualmente e que gerava a troca de experiências entre os profissionais da comunicação. A programação sempre contava com a participação de profissionais de destaque na comunicação brasileira. Esse evento, que já faz parte do calendário da comunicação maranhense, é um dos grandes legados de Coelho Neto, que lançou no Congresso a revista Nossa Imprensa, a qual enfoca a comunicação regional, que se firmou, nos últimos anos, como destaque nacional.

Merece também registro o esforço do saudoso jornalista em instalar em São Luís uma seção da Associação Brasileira de Imprensa, com o objetivo de congregar os profissionais maranhenses em torno dos ideais de uma imprensa livre, independente e altiva.

Coelho Neto, sem relegar as suas atividades jornalísticas, procurou projetar-se na política maranhense. Quando universitário, foi incansável lutador da causa do estudante maranhense, sendo um dos líderes do movimento de 1979, pela adoção da meia-passagem, na gestão do governador João Castelo.

Nas eleições de 1982, tomou a decisão de candidatar-se à Assembleia Legislativa do Estado, concorrendo pelo PDS. Ficou como suplente de deputado estadual, sem ter a oportunidade de assumir o mandato.

Coelho Neto foi responsável pelo surgimento de uma geração que marcou época na televisão maranhense. Foi pelas suas mãos que centenas de estudantes de jornalismo deram seus primeiros, passos como os profissionais, Soares Júnior, Werton Araújo, Regina Sousa, Ricardo Baty, Ciro Nolasco e tantos outros que receberam oportunidades e foram estimulados pelo mestre. Faleceu em São Luís, no dia 9 de janeiro de 2010.

A Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes – AICLA, o elegeu como patrono da cadeira nº 4 em 7 de dezembro de 2011.

Fonte: Jucey Santos