O ILUSTRE EDUCADOR JOÃO DA SILVA RODRIGUES
Foi advogado, jornalista, político e professor, nascido em Cantanhede, na época distrito de Itapecuru Mirim em 24 de junho de 1901. Fez o científico no Liceu Maranhense e ingressou na Faculdade de Farmácia onde cursou até o segundo ano. Interrompeu os estudos por ter sido convocado pelo Exército Brasileiro, chegando a Segundo Sargento, tendo sido condecorado por bravura pela participação na Revolução Paulista de 1932.
JOÃO RODRIGUES, O JORNALISTA
Ainda na mocidade, entre os anos de 1919 e 1921, já atuava nos meios jornalísticos e literários como correspondente de revistas e jornais em Itapecuru e Cantanhede. Em dezembro de 1935 fundou o jornal “A Gazeta”. Foi perseguido pela censura na ditadura de Getúlio Vargas, por ser um órgão noticioso e independente, foi obrigado a fechar em 1939.
Em dezembro de 1946 começa a circular o novo jornal de João Rodrigues, o “Trabalhista”, que circulou até o ano de 1952, quando ele assumiu a Prefeitura de Itapecuru Mirim, em seu primeiro mandato. Como jornalista sério, até os seus oposicionista o admiravam.
JOÃO RODRIGUES, O POLÍTICO
Foi político atuante contra a ditadura e desmandos do Estado Novo, de Getúlio Vargas. Foi eleito vereador em 1947, tendo enfrentado árdua luta contra a oposição. Em 1950 renunciou ao mandato de vereador para recandidatar-se à Prefeitura, tendo Luís Bandeira de Melo como seu vice, contra a chapa de Felício cassas e Paulo Guilherme Rodrigues. Saiu vitorioso em 3 de outubro de 1950, mas não tomou posse, porque o candidato derrotado conseguiu impetrar um mandato de segurança, alegando fraude nas eleições, depois de uma luta de um ano e nove meses, com eleições suplementares, foi confirmado o favoritismo depois de penosa batalha judicial, tomou posse em 16 de outubro de 1952.
Administrou Itapecuru Mirim em duas gestões: de 1952 a 1956 e de 1966 a 1970 com relevantes serviços prestados ao município.
Como prefeito, construiu as Praças da Santa Cruz e Gonçalves Dias. Construiu ou reformou muitos Colégios na Zona rural e urbana, como a Escola modelo Mariana luz, (1968) e o Clube das Mães (1968). Idealizou um Plano Diretor de Urbanização e Embelezamento da cidade; construiu estradas e grande número de pontes e ruas.
Foi chefe de gabinete na Gestão de Abdala Buzar, em 1961, tendo como bandeira, a defesa da educação e da cultura de Itapecuru Mirim.
JOÃO RODRIGUES, O EDUCADOR
A educação era a sua paixão, na condição de prefeito municipal, em dois mandatos, priorizou, entre outras coisas, a educação.
Em 1935 assumiu a direção do Instituto Rio Branco, fundado pelo professor Newton Neves. O Instituto funcionou até o ano de 1948, já combalido por dificuldade de ordem financeira, em face de perdido a ajuda do Estado.
Ao ser empossado, o professor João Rodrigues, levou consigo o seu precioso acervo literário. Trinta e quatro dias depois da sua posse em 20 de novembro de 1952, sancionou a Lei Municipal nº 52, que criou a Biblioteca Municipal Henriques Leal, que funcionava em uma sala da prefeitura e tendo a sua esposa Lenice Serra Rodrigues assumindo a função de guardiã do espaço.
João Rodrigues convocou os antigos músicos, Joaquim Araújo, Feliciano Lopes e o padre Albino, para organizar o Hino da cidade, que estava completamente esquecido. O pedido foi atendido.
Para melhor administrar e assistir as escolas, o prefeito criou a Secretaria Municipal de Educação, nomeando como a primeira Secretária Municipal de Educação de Itapecuru Mirim a professora (sua ex-aluna) Teresinha Bandeira de Melo.
Em 1968, iniciou a campanha das Escolas João de Barro, antes mesmo do Governo do Estado, com construções pioneiras em Moreira e Companhia.
Em 1969, inaugurou a escola municipal Mariana Luz, agrupando quatro escolas em moderno edifício.
Segundo Dona santinha, diretora do Gomes de Sousa, na época, quando faltava professor na escola, ele ia dar aula no lugar do faltoso, mesmo sendo prefeito. Achava prioridade a Educação.
JOÃO RODRIGUES E A FAMÍLIA
Casou-se em 10 de março de 1931, em Cantanhede, com Alice Brenha Rodrigues com quem teve os seguintes filhos: Maria de Galileia, Wagner, Antonio Olívio, Marlene, Ieda, Florise, Florinda, Raimunda Nonata, Carlos Magno e Elza Maria.
Ficando viúvo, casou-se com Dona Maria Lenice, tendo tido dois filhos: Carlos Alberto e Maria Elza.
Seus filhos em sua maioria seguiram seus passos, na educação. Para citar dois, o professor Antônio Olívio Rodrigues, que nome a uma importante avenida nesta cidade, que era poliglota, falava várias línguas e era um renomado professor. Porém morreu muito novo, a professora Maria Galileia a primeira normalista de Itapecuru Mirim, ajudou na construção da Escola Paroquial e na instalação do Colégio Pitágoras de São Luís.
João Rodrigues era modesto e simples por índole. Completamente avesso a ostentações. Lembra-lo é ter sempre em mente padrões de honestidade e honradez.
Faleceu em 4 de Dezembro de 1973.