João da Cruz Silveira

Cadeira 32

João Silveira

Nasceu em Itapecuru Mirim, em 26 de novembro de 1928, e faleceu em 01 de julho de 2004. Filho do carpinteiro cearense Serafim Marques da Silveira e da itapecuruense Rita Bezerra Silveira. Fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar Gomes de Sousa, e por falta de ensino mais avançados, seus pais o encaminharam à cidade de Caxias, onde cursou o ginásio e magistério no tradicional Colégio Caxiense.

Em Itapecuru Mirim aliou-se a Leonel Amorim, Natinho Ferraz e outros no projeto da criação da Escola Normal Regional, que inaugurou em 1955, sendo professor da instituição por muito tempo, sem ônus. Também colaborou na fundação do Clube Recreativo e Cultural Itapecuruense, junto com Abdala Buzar, Leonel Amorim e Nonato Ferraz fazendo parte da primeira Diretoria em 1961. Grande amigo de Mariana Luz, vivia proferindo discursos ou declamando poesias da renomada poetisa, nos eventos cívicos e festivos. Era um orador veemente.

Exerceu o magistério durante 40 anos, sempre levantando a bandeira pela melhoria do ensino, e condições para a classe que representava. Essa era a qualidade primordial inerente a seu caráter: o compromisso, engajamento, e o comprometimento, com a profissão.

O Professor João Silveira foi um dos pioneiros da luta Sindical, nas décadas de1950/60 junto a Sebastião Cabral, Bernardo Rosa, Mundiquinho Mendes e tantos outros heróis anônimos, que fizeram parte do processo de fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ele era representante da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG, criada por João Goulart, entidade que sofreu intervenção dos militares até 1968, quando passou a ser dirigida sem a ação do Estado. Em 1969 o Governo outorgou a Carta Magna que dava à instituição e legalização e liberação para o funcionamento; Naquela época, eu como representante da CONTAG na região recebi a Carta Magna e entreguei aos sindicalistas, que receberam com festa, disse o Professor João Silveira.

 

Cargos que ocupou

Dos muitos cargos que ocupou: representante da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura – Contag, professor do Ginásios Bandeirantes, da Escola Mariana Luz, Escola Normal Regional Gomes de Sousa, Coordenador do Mobral (Movimento da Alfabetização Brasileira), Foi vereador, inspetor de Ensino, secretário de Educação, 1970/1974 , diretor da Casa da Cultura 1990/1992, colaborador do Jornal Itapecuru e agente administrativo estadual. Lecionou as seguintes disciplinas: Português, Inglês, Espanhol, Latim, Noções de Francês, Ciências Físicas e Biológicas, Geografia do Nordeste e História.

 

Homenagens recebidas

Patrono do Grêmio Estudantil do C.E.M. Professor Newton Neves, em 2003; Concurso Literário Professor João Silveira, em 2005; “Mestre dos Mestres”, pela Eletronorte em 1993, Patrono da Casa da Cultura, em 2001 e patrono da cadeira 32 da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes.

Como homem público lutou para conscientizar seus pares, da importância social de uma política educacional, nas comunidades rurais. .

As duas grandes frustrações do professor: a primeira foi não ter conseguido fundar a Academia Itapecuruense de Letras, pela qual empreendeu grandes esforços e a segunda não ter publicado a história de Itapecuru Mirim.

povo itapecuruense, sentiu o desaparecimento do professor, andando pelas ruas da cidade distribuindo o seu conhecimento, discursando, declamando poesias e falando da história da cidade. Era apelidado de “Almanaque Ambulante”.

Fonte: Jucey Santos